4 de novembro de 2010



Flores prá Você!

NOS BRAÇOS DE SEU AMOR - PRES. GORDON B.HINCKLEY


Against the Sky, de 1911, Robert Reid (1862-1929)


Recebi, na semana passada, uma carta de uma mãe que cria os filhos sozinha e gostaria de ler um trecho para vocês. Ela diz o seguinte:

“Faz 10 anos que o senhor citou nossa família na conferência de outubro de 1996. (…) Os conselhos e o incentivo que o senhor deu a mim e a outras mulheres sozinhas serviram de padrão para minha vida diária. A frase que se transformou em meu lema e emblema é: ‘Dê o melhor de si’ e, na verdade, é isso que meus filhos e eu estamos tentando fazer.

Meus quatro filhos homens formaram-se no curso médio e no Seminário. Dois deles serviram como missionários de tempo integral. Todos nós trabalhamos para nos sustentar e continuamos leais e fiéis ao evangelho. É maravilhosa a sensação de saber que conseguimos sustentar-nos sozinhos durante os últimos anos. (…) De certa forma, sentimo-nos realizados quando voltamos a ser independentes e sustentamos a própria família. (…)

Também fiquei animada ao voltar para a faculdade. É muito difícil trabalhar em tempo integral e estudar à noite. Com isso, minha visão de vida se ampliou e passei a ser uma pessoa melhor. Minha família, os membros da ala e os colegas de trabalho me dão muito apoio, e minha formatura será em dezembro.

Depois de ponderar, jejuar e orar a respeito de minha bênção patriarcal, consegui traçar algumas metas realistas para a vida, e usei-as como um mapa rodoviário, para manter-me no rumo certo e seguir os princípios do evangelho. Vou às reuniões, oro todos os dias e pago o dízimo. (…) Levo muito a sério o meu chamado de professora visitante. (…)

A Igreja é verdadeira e é uma honra e um privilégio ser considerada digna e ter a bênção de ser membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. 
Somos guiados pela inspiração de um Pai Celestial que nos ama, nos conhece e quer que tenhamos progresso e crescimento. 

Agradeço por suas palavras bondosas de incentivo, ditas há 10 anos, e pelas muitas e incessantes palavras inspiradas que vêm diretamente do Senhor por meio de Seus Servos. 

Sei que sou filha de Deus e, em minha vida, ser membro da Igreja do Senhor é uma bênção.“
A LIAHONA NOV.2006

Sra. Edward Goetz, 1901, John Singer Sargent (1856-1929)

AMOR DE CRISTO

Minerva Teichert
Eternamente Envolvidas em Seu Amor

Bonnie D. Parkin 
Pres. Geral da Sociedade de Socorro



Eu sei que [o Pai Celestial] nos ama, irmãs, assim como 
Seu Filho, Jesus Cristo. Esse amor nunca mudará — é constante.
Quando recebi este chamado, supliquei ao Pai Celestial que me ajudasse a saber do que as irmãs da Igreja precisavam. Senti uma forte sensação de que nós, Suas filhas, precisávamos saber que Ele nos ama. Precisamos saber que Ele vê o que há de bom em nós.

 Sentir seu amor nos dá ânimo para seguir em frente, dá-nos a certeza de que somos Dele e confirma o sentimento de que Ele tem afeição por nós, mesmo quando cometemos erros e passamos por reveses temporários.

Tive uma confirmação dessa mensagem quando prestei testemunho na sessão da tarde de domingo da conferência geral de abril de 2002. Naquela manhã, disseram-me que o Élder David B. Haight talvez não pudesse participar da conferência. Se isso acontecesse, eu teria cinco minutos para prestar meu testemunho. Eu orei muito mais intensamente pelo Élder Haight naquele dia! 

No domingo de manhã, eu o vi entrar no Centro de Conferências e comecei a relaxar, até o momento em que ele saiu durante o hino cantado pela congregação. Quando subi ao púlpito naquela tarde, não havia nada na tela doteleprompter! Mas a mensagem que continuou vindo a minha mente e ao meu coração foi a de que as mulheres precisavam sentir o amor do Senhor em sua vida diariamente. Era isso que eu sabia que precisava transmitir naquele dia, e essa continua sendo nossa mensagem.

A maneira terna com que vocês reagem individualmente a ela tem-me tornado mais humilde. Agradeço por vocês compartilharem como essa mensagem tem abençoado sua vida. Vocês confirmam com suas palavras que cada uma de nós pode — e precisa — sentir o amor do Senhor diariamente.

O Pai Celestial nos amava antes de virmos a esta Terra. Eu sei que Ele nos ama, irmãs, assim como Seu Filho, Jesus Cristo. Esse amor nunca mudará — é constante. Vocês podem contar com esse amor. Podem confiar nele.
Assim como o lema da Sociedade de Socorro lembra-nos de que “a caridade nunca falha”, temos de acreditar que o amor de Cristo nunca nos faltará. Tudo o que fazemos na Sociedade de Socorro deve refletir o amor do nosso Salvador e o amor do Pai Celestial. Esse grande amor deve ser a fonte de nossa motivação para servir ao próximo. Deve ser tanto nosso ponto de partida como nosso destino.

Conheço uma jovem mãe que tem cinco filhos pequenos, e que chamou uma irmã idosa, a quem tinha como exemplo, e perguntou: “Podemos fazer uma caminhada juntas?” Sua amiga sabia que isso significava que ela queria conversar. Na metade de um caminho de 13 quilômetros em círculo, a jovem mãe disse: “Não consigo acreditar que o Pai Celestial me ama; cometi muitos erros na vida. Não consigo achar que sou digna de Seu amor; como seria possível Ele me amar?” Irmãs, essa mulher fizera convênios no templo e era ativa na Igreja. Ainda assim, sentia-se indigna de Seu amor. A irmã mais idosa respondeu rapidamente: “Claro que Ele a ama. Você é Sua filha”.

Será que rejeitamos o amor que o Senhor derrama sobre nós em muito mais abundância do que estamos dispostas a receber? Achamos que temos de ser perfeitas para merecer o Seu amor? Quando permitimos a nós mesmas sentir-nos “[envolvidas] eternamente nos braços de seu amor”, nós nos sentimos seguras e percebemos que não precisamos ser imediatamente perfeitas. 

Temos de estar cônscias de que a perfeição é um processo. Este evangelho é um evangelho de progresso eterno, e devemos nos lembrar de apreciar a experiência de nosso progresso.Eterno significa “sem começo nem fim”, portanto sermos envolvidas por Seu amor é algo que podemos desfrutar todos os dias.

 Lembrem-se de que esse amor é constante, mesmo quando não o reconhecemos. Gosto muito da descrição de Néfi a respeito desse dom: 
“O amor de Deus, que se derrama no coração dos filhos dos homens; é, portanto, a mais desejável de todas as coisas (…) [e] a maior alegria para a alma”. Testifico que isso é verdade.

Sei que pode haver pessoas que têm dificuldade em imaginar como é Seu amor. Pensem numa mãe com um filho recém-nascido. O calor, a segurança, o carinho e a paz do abraço da mãe pode ajudar-nos a entender como é estar envolvido nos braços de Seu amor. 

Uma jovem da Sociedade de Socorro escreveu: “Somente pelo amor de minha mãe é que consigo compreender melhor a magnitude e o poder do amor do Salvador”.

Mães, vocês conseguem ver como é essencial que ensinem essa verdade a seus filhos? Quando vocês envolvem seus filhos com seu amor, eles terão uma noção do amor de Deus por eles. 

O Presidente Gordon B. Hinckley recomenda enfaticamente: “Amem o Senhor [nosso] Deus e amem Seu Filho, sendo sempre gratos pelo amor Deles por nós. Quando outros amores desaparecerem, haverá o amor resplendente, transcendente e eterno que Deus dedica a cada um, e o amor de Seu Filho, que deu a vida” por nós.

A mãe que conhece seu relacionamento com Deus ajuda os filhos a conhecê-Lo e a serem envolvidos por Seu amor.

 Fiquei emocionada com os comentários que uma irmã fez no funeral de sua mãe, que morrera aos 100 anos de idade. “Quando eu era adolescente e tentava organizar meus horários de aula, costumava ir para a cozinha, onde minha mãe passava roupa. Mostrava-lhe as possíveis opções para meus estudos (…) e ela ouvia tudo o que eu dizia. Discutíamos as possibilidades (…) e, depois, ela dizia: ‘Tudo bem, Cathy, você já orou sobre isso?’ Era um tanto constrangedor para mim. Eu hesitava, e então dizia: ‘A gente precisa orar sobre tudo?’ Ela respondia simplesmente: ‘Eu oro’”.

Essa mãe ouviu. Ela compartilhou a fé que tinha em Deus, deu o exemplo, externou suas expectativas de que a filha se voltasse continuamente para o Senhor. Quando nos aproximamos do Senhor, sentimos Seu amor trazendo-nos para mais perto Dele. 

Mães, ensinem seus filhos a sempre incluírem o Senhor em sua vida e ajudem-nos a reconhecerem Sua amorosa influência.

Minha mãe e eu recebemos juntas nossa bênção patriarcal. Eu tinha vinte anos e minha mãe, quarenta e nove. Nunca esquecerei esse dia — como o patriarca impôs-lhe as mãos sobre a cabeça e disse-lhe como sua vida fora poupada quando ela teve ataques de febre reumática, problemas cardíacos e muitas outras doenças. Ele recontou a vida dela, enumerando as vezes em que ela havia abençoado outras pessoas. Contou-lhe sobre coisas que o Senhor tinha reservado para ela e a orientou quanto ao que deveria fazer. Eu conhecia a vida da minha mãe e ouvi quando esse patriarca, que não a conhecia, descreveu sua vida. Essa experiência foi um testemunho para mim de que Deus vive, que Ele nos ama e que nos conhece individualmente. Senti o amor de Deus por minha mãe — e por mim — nesse dia inesquecível.

A maior prova do amor que o Salvador tem por nós é Sua Expiação. Seu amor nos inunda a alma com graça, paciência, longanimidade, misericórdia e perdão.

Agora, como avós, temos a sagrada responsabilidade de envolver nossos netos com amor. Quando uma menina de três anos de idade estava sendo malcriada, sua avó ensinou-a: “Não fale assim com a sua avó, porque vamos ser amigas por milhões e milhões de anos”. 

Não é maravilhoso ser avós? Lembrem-se, irmãs, de que o amor e os convênios unem-nos como famílias eternas.

O amor do Senhor muitas vezes é concedido por intermédio de outras pessoas que atendem aos sussurros do Espírito. Estamos ouvindo e seguindo esses sussurros?

Devido a dificuldades financeiras, certa irmã teve de se mudar da casa e da ala que ela adorava e onde residira por vinte e dois anos. Foi doloroso. Quanto ao primeiro domingo em sua nova ala, essa irmã disse: “Senti-me muito sozinha, embora conhecesse algumas pessoas. Fui uma das primeiras a chegar à Sociedade de Socorro naquela manhã. Fiquei sentada lá, observando as irmãs entrarem e tomarem seus lugares. Parecia que elas precisavam de uma fileira inteira para si, não somente da própria cadeira. Elas não se sentaram uma a lado da outra, nem ao meu lado. Senti-me isolada”. Irmãs, por que fazemos isso umas com as outras? A irmã continuou: “Depois, Lisa entrou. Seu rosto iluminou-se quando me viu e veio direto ao meu encontro, sentou-se ao meu lado, colocou o braço ao meu redor e deu-me um grande abraço. É impressionante como um pequeno gesto como esse pode significar tanto! Seu calor” — e eu diria seu amor — “afugentou minha solidão”.

Às vezes, temo que vejamos o amor do Senhor somente 
nos eventos importantes de nossa vida; precisamos também ver Seu amor nas pequenas coisas. Não subestimem a sua capacidade de compartilhar o amor do Senhor por meio de um gesto simples e genuíno, como sentar-se ao lado de uma irmã e fazê-la sentir-se bem-vinda.

Vocês sentem o amor do Senhor em sua vida? A forma como eu sinto Seu amor pode ser diferente da maneira como vocês o sentem. A chave é compreender como vocês sentem esse amor. E assim que o sentirem, estejam prontas para compartilhá-lo.

Minhas conselheiras e eu fomos visitar a costa do Golfo do México após o furacão Katrina. Certa noite, num serão, subi ao púlpito e senti que cada irmã presente precisava de alguém que literalmente a compreendesse e fortalecesse. Após a reunião, a irmã Hughes, a irmã Pingree e eu ficamos cada uma numa porta diferente e abraçamos cada irmã que saía. Queríamos simplesmente expressar nosso amor por elas. Quero dizer às irmãs com quem estivemos e que estejam me ouvindo esta noite, que saímos de sua capela sentindo-nos renovadas por causa do amor de Deus que vocês nos transmitiram. Agradecemos por vocês cuidarem umas das outras — e de nós três!

Em minhas orações pela manhã, peço ao Pai Celestial que me cubra com Seu amor para que eu faça, de todo coração, a Sua obra. 

Sei que tenho sido abençoada por fazer esse pedido diariamente. Como irmãs da Sociedade de Socorro, precisamos esforçar-nos para demonstrar o amor de Cristo, que sempre procurou agradar o Pai, fazendo Sua vontade. 

Irmãs, precisamos nos esforçar ao máximo para seguir o exemplo supremo de Cristo — para demonstrar esse amor por meio de pensamentos, palavras e ações — em todas as coisas que fazemos e somos. 

Não devemos permitir que o orgulho ou a vaidade, o egoísmo ou interesses pessoais impeçam-nos de nos aproximar das pessoas com amor. De maneira bem simples e intensa, precisamos primeiro nos permitir sermos envolvidas pelo amor de Deus. A melhor forma de fazermos isso é aceitar a Expiação eterna do Salvador. Então, podemos expandir esse círculo e incluir nossa família e todos os outros. Esse círculo, na verdade, é o céu.

Queridas irmãs, que Deus as abençoe para que sintam Seu amor diariamente, ao guardar seus convênios, exercer caridade e fortalecer a família. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

OLHAR, BUSCAR E VIR A CRISTO



Minerva  Teichert



Olhar, Buscar e Vir a Cristo

Anne C. Pingree 
2ª. Cons.Presidência Geral da Sociedade de Socorro

O Messias estende os braços de misericórdia para nós, sempre ansioso para nos receber — se decidirmos nos achegar a Ele.

Nessa pintura maravilhosa de Minerva Teichert, Cristo com um manto vermelho, (no discurso abaixo)o Salvador da humanidade, com as marcas dos cravos nas mãos, é retratado em toda Sua majestade, de braços abertos. Com ternura e compaixão, Ele olha para as mulheres que tentam se aproximar Dele.

Gosto muito do simbolismo das mulheres tentando tocar o Salvador. Ansiamos por estar perto do Senhor, pois sabemos que Ele ama cada uma de nós e deseja envolver-nos eternamente nos braços de Seu amor.

Seu toque pode curar doenças espirituais, emocionais ou físicas. Ele é nosso Advogado, nosso Exemplo, o Bom Pastor e o Redentor. Para onde mais poderíamos olhar? A quem mais poderíamos buscar, ou a quem mais poderíamos vir, senão a Jesus Cristo, “autor e consumador da fé”.

Ele declarou: “Sim, em verdade vos digo que, se vierdes a mim, tereis vida eterna. Eis que meu braço de misericórdia está estendido para vós e aquele que vier, eu o receberei (…)”.

 Sua promessa convida-nos não somente a que O busquemos, mas também que demos o passo mais importante: o de nos achegarmos a Ele.
Essa é uma doutrina tão motivadora e que traz tanto ânimo! O Messias estende Seus braços de misericórdia para nós, sempre ansioso para nos receber — se decidirmos nos achegar a Ele. Quando realmente nos aproximarmos do Salvador “com firme propósito de coração”, sentiremos Seu toque amoroso de maneira muito pessoal.

“Certa mulher”, fez essa escolha e sentiu Seu toque. “E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada,
Chegando por detrás dele, tocou na orla do seu vestido, e logo estancou o fluxo do seu sangue.
E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou?
E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude.
Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa porque lhe havia tocado, e como logo sarara.
E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.”

Já me perguntei o que poderia ter acontecido se essa mulher com o fluxo de sangue não tivesse acreditado no Salvador o suficiente para fazer o que fosse necessário para tocar a orla de Seu manto. Imagino que, no meio daquela multidão, não foi fácil aproximar-se Dele. Contudo, “em nada duvidando”, ela insistiu.

De modo semelhante, devemos mostrar que essa fé no Senhor é profunda o suficiente para conduzir-nos à ação.

Uma amiga contou-me de uma ocasião em que estava inconsolável. Sentia tanta tristeza, devido a uma tragédia que ocorrera na família, que um dia não conseguiu nem mesmo sair de casa. Sem saber o que estava acontecendo, uma irmã da Sociedade de Socorro foi a sua casa e disse-lhe: “Senti que você estava precisando de mim”. A irmã não ficou especulando ou pedindo detalhes, mas apenas abraçou minha amiga e perguntou: “Gostaria de fazer uma oração?” Depois de orarem, a irmã foi embora. Aquele tipo de aproximação e sensibilidade por parte da irmã muito contribuiu para curar a tristeza de minha amiga.
Essa solidária irmã da Sociedade de Socorro não somente ouviu o Espírito, mas também agiu de acordo com o que sentiu. Na verdade, ela mostrou que a virtude das doutrinas de salvação haviam-lhe tocado tão profundamente que ela se esforçava todos os dias para ser semelhante a Cristo. Suas ações eram um reflexo de sua compreensão pessoal de que “a caridade nunca falha”.

A respeito das inúmeras mulheres fiéis da Sociedade de Socorro que, como essa irmã compassiva, refletem esse amor “eterno” de Cristo, que é caridade, o Presidente Gordon B. Hinckley disse: “São incontáveis os benefícios que prestam essas mulheres admiráveis, maravilhosas e abnegadas, socorrendo os aflitos, curando os feridos, levando alegria e conforto aos angustiados (…) e ajudando a levantar os caídos, dando-lhes força, incentivo e o desejo de continuar em frente”.10
Esse desejo de continuar em frente e achegar-se ao Salvador às vezes requer arrependimento imediato. 

Significa reconhecermos que cometemos erros ou que não fizemos o que poderíamos ter feito para incentivar ou ajudar alguém. Essas autocorreções em pensamento, atos ou palavras são essenciais para todos os que desejam vir a Cristo. Elas representam nossas escolhas individuais a respeito de como tocaremos a vida uns dos outros, literal e figurativamente.

Podemos aproximar-nos de Cristo ao envolvermos os outros com nosso amor. Ou não. 

Podemos cuidar de feridas físicas ou emocionais. Ou não. 

Podemos olhar uns para os outros com amor em vez de olhar com olhos críticos. Ou não. 

Podemos pedir perdão pelo mal que causamos, mesmo não tendo intenção. Ou não pedir.

 Podemos esforçar-nos para perdoar àquele que nos ofendeu. Ou não. 

Podemos corrigir rapidamente nossos erros ou omissões em nossos relacionamentos pessoais quando nos damos conta disso. Ou não nos corrigir.

Assim como vocês, eu sei o que significa fazer correções essenciais. Lembro-me de um dia em que, sem a menor intenção, ofendi uma irmã da minha ala. Eu precisava resolver esse assunto, mas devo admitir que meu orgulho me impediu de aproximar-me dela para pedir desculpas. Família, outros compromissos, etc., acabaram fazendo-me adiar o arrependimento. Eu tinha certeza de que as coisas se resolveriam por si mesmas. Mas não foi o que aconteceu.
Na quietude da noite — não de uma noite, mas de várias —, acordei com a nítida sensação de que não estava agindo da forma que o Senhor gostaria que eu agisse. Não estava agindo conforme a minha fé em que Seus braços de misericórdia estavam realmente estendidos para mim — se eu agisse da maneira correta. Orei pedindo força e coragem, humilhei-me e fui até a casa da irmã e lhe pedi perdão. Para nós duas, foi uma bela experiência que nos curou.

Às vezes, conseguimos corrigir-nos rapidamente, como quando estamos saindo apressadas da capela após uma reunião da Igreja, e de repente voltamos só para cumprimentar uma irmã solitária que nós sabemos que vai ficar conversando conosco um longo tempo. Muitas vezes, será uma atitude de longo prazo de sobrepujar ressentimentos por membros da família que não têm consideração — ao passo que nós estamos sempre tentando construir bons relacionamentos. Freqüentemente essas atitudes de autocorreção, que são momentos cruciais de arrependimento, “[produzem] um fruto pacífico de justiça”.
Buscar esse fruto pacífico de justiça não é senão agir como as mulheres da belíssima obra de arte de Minerva Teichert, estendendo os braços no anseio de aproximarem-se do Salvador e adorá-Lo, pois sabemos que Ele estende “o braço de misericórdia aos que nele confiam”. Como essa gloriosa promessa é verdadeira, para onde mais poderíamos olhar? A quem mais poderíamos buscar ou a quem mais poderíamos vir senão a Jesus Cristo, a Luz do mundo, o Cordeiro de Deus, o nosso Messias?

Eu sei que “o Filho da Retidão se levantará com poder de cura em suas asas” não somente para certa mulher com um fluxo de sangue, mas também para cada uma de nós. Ele nos guiará, abençoará e reunirá, se decidirmos vir a Ele. 

Que façamos isso todos os dias de nossa vida.
Em nome de Jesus Cristo. Amém.

AMOR DO SENHOR - SOCIEDADE DE SOCORRO

Lembrar-se do Amor do Senhor
Kathleen H. Hughes 
1a. Cons.Presidência Geral da Sociedade de Socorro

Devemos conhecer e sentir o amor do Senhor em nossa vida.
O Cristo com um Manto Vermelho, de Minerva Teichert, parece a pintura perfeita para retratar a escritura que escolhemos para esta noite: “Estarei eternamente envolvido pelos braços de seu amor” (2 Néfi 1:15). 

Cristo parece tão receptivo com os braços abertos para 
nós. Assim como Ele convidou os nefitas para levantarem-se e aproximarem-se Dele (ver 3 Néfi 11:15), Cristo convida cada um de nós para achegar-se a Ele, um por um, para que nós também saibamos “que Ele é o Deus de Israel e o Deus de toda a Terra e [que foi] morto pelos pecados do mundo” (3 Néfi 11:14). 

Aprendemos como é sentir-se envolvido pelo Seu amor quando aceitamos esse convite.
Tenho certeza de que cada uma de vocês já se sentiu, em algum momento, envolvida pelos braços de Cristo. Mas se forem como eu, há horas em que vocês sentem medo, em que o estresse e as inúmeras atividades do dia-a-dia parecem oprimi-las, momentos em que sentem não ter a orientação do Espírito. Talvez se sintam até abandonadas. 

Quando me deparo com esses sentimentos, o melhor antídoto é minha lembrança dos momentos em que a paz de Cristo me fortaleceu. Esta noite, portanto, convido-as alembrarem-se, comigo, do que é sentir o amor do Senhor em sua vida e de como é sentir-se envolvida em Seus braços.

Minha mãe morreu quando eu era jovem e já era mãe também. Ainda precisava de seus conselhos e admoestações. Depois que seu câncer foi diagnosticado, ela viveu só seis semanas. Inicialmente minha preocupação era com meu pai. Senti-me grata por minha mãe não ter sofrido muito tempo e por sua morte ter sido uma experiência tranqüila para nós. Mas, poucas semanas depois, era Dia das Mães e seu aniversário estava chegando, e comecei a sentir imensamente a sua falta. Queria seus braços ao meu redor e a certeza de que ela estava bem. Queria dizer-lhe que a amava e que sentia saudades.

Certa noite, quando estava orando e chorando (coisa que eu fazia com freqüência naquela época), senti de repente um profundo consolo envolver-me o corpo. Aquela sensação revigorou-me, deu-me paz. Não durou muito fisicamente, mas o consolo foi imenso. Eu sabia o que era aquilo — o amor do Senhor envolvendo-me e dando-me força e paz. Tão importante quanto essa experiência foi o fato de que esse momento ficou gravado em minha mente como um belo presente que eu poderia desembrulhar e lembrar em épocas difíceis da vida.

Às vezes, também, os momentos de amor e a paz resultante desses momentos surgem inesperadamente, quando não estou passando por nenhuma necessidade, nem mesmo enfrentando um problema em particular. 

Num lindo domingo de outono, eu estava sentada na cadeira onde costumo ler as escrituras, observando caírem as folhas amarelas do damasqueiro do meu vizinho. Levantei os olhos das escrituras e, sem prévio aviso, tive uma sensação de paz e contentamento que me envolveu por inteiro. O momento foi fugaz, contudo, a lembrança do amor que senti permanece comigo. 

Lembrar-se disso é como um presente que recebemos quando a vida está difícil e enfrentamos problemas.
Mas todos os dias, quando o procuro, sinto o amor de Deus em minha vida e sinto Seus braços me envolvendo. Percebo o amor de Deus em minhas caminhadas matutinas, quando sinto o ar fresco e vejo os primeiros raios de luz do sol. Sinto Seu amor quando de repente um versículo de escritura me vem à mente e compreendo-o de uma outra forma. Reconheço Seu amor quando sou ensinada por mulheres atenciosas na Sociedade de Socorro ou por professoras visitantes que se importam comigo. Sinto Sua presença quando meu coração reage a uma bela música ou a um discurso memorável. 

Irmãs, o Senhor está em toda parte quando abrimos nossos olhos e o coração para o Seu amor.
Mas tenho certeza de que há mulheres entre vocês que estão pensando agora: “Quando é que tenho tempo para uma caminhada matutina? Quando foi a última vez que tive dez minutos de paz para ler as escrituras?” Ou “Quando foi a última vez que tive um dia sem sofrimento? Ou preocupação? Ou dor no coração?” 

E reconheço que a vida muitas vezes parece um acúmulo de obrigações, frustrações e decepções. Mas o Senhor está ao nosso lado e é sempre o mesmo: Seus braços ainda estão abertos. Quando nos sentimos oprimidas, temos que nos lembrar da paz que Ele nos deu em ocasiões anteriores. Sua paz traz consolo e força; o mundo não pode nos dar isso.

Como mulheres fiéis de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fomos abençoadas com o dom do Espírito Santo. Quando convidarmos o Senhor para fazer parte de nossa vida, o Espírito Santo prestará testemunho do amor que o Pai e Seu Filho, nosso Salvador, têm por todas e cada uma de nós. 

Porém, sentir o amor Deles depende não só de nosso desejo, mas também de nossas ações. E as ações que devemos pôr em prática, já sabemos quais são: orações sinceras, específicas e humildes, seguidas de silêncio interior para ouvir as respostas do Senhor; estudo regular das escrituras, com tempo para ponderar o que lemos; e, finalmente, boa vontade para avaliar nossos pensamentos e sentimentos, e confiar na promessa do Senhor de que “as coisas fracas se [tornarão] fortes para [nós]” (Éter 12:27). 

Ao estudar e ponderar, nos tornamos merecedoras dos sussurros do Espírito e, ao prestarmos cada vez mais atenção a esses sussurros, reconheceremos a cada dia os milagres do Senhor em nossa vida. Nós O encontraremos, como declarou o Élder Neal A. Maxwell, “nos detalhes de nossa vida” (“Becoming a Disciple”, Ensign, junho de 1996, p. 19). E quando reconhecemos isso, sentimos Sua paz e percebemos que estamos verdadeiramente envolvidos pelos braços de Seu amor.

Na reunião de treinamento mundial de liderança realizada em janeiro de 2004, o Presidente Gordon B. Hinckley admoestou as mulheres da Igreja a “permanecerem firmes e inabaláveis” contra o mal crescente que existe no mundo (“Permanecer Firmes e Inamovíveis”, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 20). 

Irmãs, é por isso que devemos conhecer e sentir o amor do Senhor em nossa vida. É por essa razão que devemos entesourar nossas próprias experiências com relação à paz e a força que Ele nos dá, e lembrar-nos delas. E é por isso também que devemos relatar nossas experiências de fé e testemunho a nossos filhos e àqueles que estão sem os pais ou seus entes queridos.

Nossa família precisa da paz de Deus em sua vida, e se nós não pudermos ou quisermos convidar o Senhor para fazer parte de nossa vida, então nossa família será um reflexo de nossa própria confusão. As mulheres devem nutrir sua família, mas precisam também ser firmes — devemos ser uma fundação sólida sobre a qual nosso lar seja edificado. Precisamos transmitir paz à nossa família, assim como o Senhor nos transmite. 

Nosso lar precisa ser um local onde nossa família e amigos queiram estar; onde todos que ali adentram possam receber força e coragem para enfrentar as dificuldades de viver num mundo cada vez mais iníquo. 

Nossos filhos precisam nos ouvir “[falar] de Cristo, [regozijarmo-nos] em Cristo, [e] pregar a Cristo” (2 Néfi 25:26) para que eles saibam em que fonte procurar a paz que “excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7).

Lembrem-se, irmãs, de que o convite do Salvador é claro e direto e, acima tudo, é um convite constante: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos (…). Tomai sobre vós o meu jugo (…) porque o meu jugo é suave” (Mateus 11:28–30). Essa é a promessa do Senhor para mim e para vocês.

Minha oração para cada uma de nós é que nos lembremos dos momentos em que o Senhor nos deu paz e nos envolveu nos braços de Seu amor. Igualmente importante é que, se vocês não sentiram esse amor em algum momento, procurem vê-lo e senti-lo nas atividades comuns do dia-a-dia. Se assim fizerem, com o passar dos dias, dos meses e dos anos de sua vida, a lembrança dessas interações com o Senhor se tornarão como lindos presentes abertos uma segunda vez — ou muitas vezes — para lhes dar força quando a vida estiver difícil.

“Deixo-vos a paz”, promete o Senhor, “não vo-la dou como o mundo a dá” (João 14:27). Paz. Força. É o que ansiamos e o que é possível. Só precisamos nos voltar para Seus braços abertos para nós. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
A Liahona Novembro 2006


3 de novembro de 2010

REVELAÇÃO

Sabemos que estamos tendo Sucesso quando somos dignas de receber a companhia do Espírito e sabemos como seguir Sua orientação.
"O Espírito de Revelação torna possível vencer a oposição e perseverar com Fé nos dias difíceis e nas rotinas essenciais..."
Julie B.Beck
A Liahona maio de 2010

1 de novembro de 2010

FINADOS

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Como estamos em Finados, me lembrei de um vídeo que recebi há muito tempo e continha um texto muito bonito, com muitas idéias que gostei e acho muito pertinente para esta ocasião.


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Se eu morrer antes de você
Se eu morrer antes de você,faça-me um favor:
Chore o quanto quiser,mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore.  Se não conseguir chorar,não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.  Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito,
ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.  Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo,
mas estava longe de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco
de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
- "Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!"
- Aí, então, derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente,
vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas? Então ore para que nós vivamos como quem sabe
que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu...
"Ser seu amigo... já é um pedaço dele..."
(desconheço a autoria)
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