11 de setembro de 2011
BANQUETEAR-SE COM AS ESCRITURAS
O Presidente Ezra Taft Benson disse: “Mais do que em qualquer outra época de nossa história, irmãos e irmãs, precisamos de maior espiritualidade. A maneira de desenvolvermos maior espiritualidade é banquetearmo-nos com as palavras de Cristo, conforme revelado nas escrituras”. Conferencia Geral, abril de 1984
O Mediador Jesus Cristo
Jesus Cristo, nosso Mediador, paga o preço que não podemos pagar para voltarmos a viver com o Pai Celestial.
PRESIDENTE BOYD K. PACKER
Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos
Extraído do artigo “O Mediador”, Ensign, maio de 1977
Permitam-me contar uma história — uma parábola.
Certa vez havia um homem que queria muito algo. Parecia-lhe mais importante do que qualquer outra coisa na vida. A fim de alcançar seu objetivo, contraiu uma grande dívida.
Ele fora advertido sobre o perigo de uma dívida tão vultosa e sobretudo sobre o credor que lhe concedera o empréstimo. Mas para ele parecia importantíssimo ter imediatamente o que ele tanto queria. Ele tinha certeza de poder quitar a dívida depois.
Então assinou um contrato. Ele teria um prazo para saldar a dívida. Não se preocupou muito, pois a data fixada parecia bem distante. Ele tinha o que queria no momento e era isso que importava.
O credor estava sempre em algum lugar de sua mente, e esporadicamente ele fazia pagamentos simbólicos, achando de alguma forma que o dia do acerto de contas final nunca chegaria.
Justiça ou Misericórdia?
Mas como sempre, o dia chegou e o contrato precisava ser cumprido. A dívida não tinha sido quitada integralmente. O credor apareceu e exigiu o pagamento total.
Foi só então que ele percebeu que seu credor não só tinha o poder de confiscar todas as suas posses, mas também de mandá-lo para a prisão.
“Não posso pagar, pois não tenho condições”, confessou ele.
“Então”, disse o credor, “vamos confiscar seus bens e mandá-lo para a cadeia. Tudo foi feito de mútuo acordo. Você fez tudo de livre e espontânea vontade. Assinou o contrato e agora ele vai ser aplicado”.
“Não seria possível aumentar o prazo ou perdoar a dívida?” suplicou o devedor. “Não haveria um meio de eu conservar meus bens e evitar a prisão? Você acredita em misericórdia, não é mesmo? Não vai demonstrá-la?”
O credor respondeu: “A misericórdia é sempre unilateral. Serviria apenas a seus interesses. Se eu lhe mostrar misericórdia, não serei pago. É justiça que exijo. Não crê na justiça?”
“Eu acreditava na justiça quando assinei o contrato”, admitiu o devedor. “Naquele momento, ela estava do meu lado, pois eu achava que me protegeria. Eu não precisava de misericórdia naquele momento e achava que jamais necessitaria.”
“É a justiça que exige que você cumpra o contrato ou sofra as penalidades”, respondeu o credor. “É a lei. Você concordou, e é assim que deve ser. A misericórdia não pode roubar a justiça.”
Eis o impasse: um exigia justiça, o outro suplicava misericórdia. Nenhum dos dois poderia prevalecer sem prejudicar o outro.
“Se não perdoar a dívida, não haverá misericórdia”, argumentou o devedor.
“Se eu o fizer, não haverá justiça”, foi a resposta.
Parecia impossível satisfazer ambas as leis. Trata-se de dois ideais eternos que parecem estar em frontal contradição. Não haveria um jeito de a justiça ser plenamente contemplada e a misericórdia também?
Há uma saída! A lei da justiça pode ser plenamente satisfeita e a misericórdia pode ser plenamente oferecida — mas é preciso a intervenção de outra pessoa. E foi o aconteceu desta vez.
O Mediador Dele
O devedor tinha um amigo e ele veio em seu socorro. Conhecia bem o devedor. Ele achava que fora tolice da parte do amigo colocar-se naquela situação difícil. Contudo, ele queria ajudar porque o amava. Interpôs-se entre eles, encarou o credor e fez a seguinte proposta: “Quitarei a dívida se você liberar o devedor do contrato de modo que ele conserve seus bens e escape da prisão”.
Enquanto o credor avaliava a oferta, o mediador prosseguiu: “Você exigiu justiça. Embora ele esteja impossibilitado de pagar, eu o farei. Você não será prejudicado nem injustiçado e não poderá pedir mais nada, pois não seria justo”.
Então o credor concordou.
O mediador voltou-se para o devedor. “Se eu pagar sua dívida, aceita-me como seu credor?”
“Claro que sim!”, exclamou o devedor. “Você me salvou da prisão e me mostrou misericórdia.”
“Então”, disse o benfeitor, “agora a dívida é comigo e eu estabelecerei as condições. Não vai ser fácil, mais será possível. Vou criar condições para isso. Não precisará ir para a cadeia”.
E assim o credor foi reembolsado integralmente. Houve justiça. Nenhuma cláusula contratual foi violada. O devedor, por sua vez, recebeu misericórdia. Ambas as leis tinham sido cumpridas. Como havia um mediador, a justiça recebera sua parte integral e a misericórdia fora plenamente satisfeita.
Nosso Mediador
Cada um de nós tem uma espécie de crédito espiritual, uma dívida. Um dia haverá um acerto de contas, com saldo devedor. Por menos importância que demos agora, quando se aproximar o dia da execução, procuraremos profundamente angustiados alguém para nos ajudar.
E pela lei eterna, a misericórdia só pode ser oferecida por alguém que esteja disposto e capacitado a assumir nossa dívida, a pagar o preço e a estabelecer as condições de nossa redenção.
A menos que haja um mediador, a menos que haja um amigo, sentiremos todo o peso da mão da justiça. O pagamento integral relativo a cada transgressão, porém, por menor ou maior que seja, nos será cobrado implacavelmente.
Mas saibam disto: a verdade, a gloriosa verdade, proclama que há esse Mediador. “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (I Timóteo 2:5). Por meio Dele, a misericórdia pode ser plenamente oferecida a cada um de nós sem ofensa à lei eterna da justiça.
A concessão da misericórdia não será automática. Será por meio de convênio com Ele. As condições serão estabelecidas por Ele — condições generosas, que incluem, como requisito indispensável, o batismo por imersão para a remissão de pecados.
Toda a humanidade pode ser protegida pela lei da justiça e todos nós podemos receber individualmente a bênção redentora e curadora da misericórdia.
Para aprender mais sobre o assunto, ver Alma 42, a explicação de Alma sobre a justiça, a misericórdia e a Expiação.
Pela lei eterna, a misericórdia só pode ser oferecida por alguém que esteja disposto e capacitado a assumir nossa dívida, a pagar o preço e a estabelecer as condições de nossa redenção.
PRESIDENTE BOYD K. PACKER
Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos
Extraído do artigo “O Mediador”, Ensign, maio de 1977
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Certa vez havia um homem que queria muito algo. Parecia-lhe mais importante do que qualquer outra coisa na vida. A fim de alcançar seu objetivo, contraiu uma grande dívida.
Ele fora advertido sobre o perigo de uma dívida tão vultosa e sobretudo sobre o credor que lhe concedera o empréstimo. Mas para ele parecia importantíssimo ter imediatamente o que ele tanto queria. Ele tinha certeza de poder quitar a dívida depois.
Então assinou um contrato. Ele teria um prazo para saldar a dívida. Não se preocupou muito, pois a data fixada parecia bem distante. Ele tinha o que queria no momento e era isso que importava.
O credor estava sempre em algum lugar de sua mente, e esporadicamente ele fazia pagamentos simbólicos, achando de alguma forma que o dia do acerto de contas final nunca chegaria.
Justiça ou Misericórdia?
Mas como sempre, o dia chegou e o contrato precisava ser cumprido. A dívida não tinha sido quitada integralmente. O credor apareceu e exigiu o pagamento total.
Foi só então que ele percebeu que seu credor não só tinha o poder de confiscar todas as suas posses, mas também de mandá-lo para a prisão.
“Não posso pagar, pois não tenho condições”, confessou ele.
“Então”, disse o credor, “vamos confiscar seus bens e mandá-lo para a cadeia. Tudo foi feito de mútuo acordo. Você fez tudo de livre e espontânea vontade. Assinou o contrato e agora ele vai ser aplicado”.
“Não seria possível aumentar o prazo ou perdoar a dívida?” suplicou o devedor. “Não haveria um meio de eu conservar meus bens e evitar a prisão? Você acredita em misericórdia, não é mesmo? Não vai demonstrá-la?”
O credor respondeu: “A misericórdia é sempre unilateral. Serviria apenas a seus interesses. Se eu lhe mostrar misericórdia, não serei pago. É justiça que exijo. Não crê na justiça?”
“Eu acreditava na justiça quando assinei o contrato”, admitiu o devedor. “Naquele momento, ela estava do meu lado, pois eu achava que me protegeria. Eu não precisava de misericórdia naquele momento e achava que jamais necessitaria.”
“É a justiça que exige que você cumpra o contrato ou sofra as penalidades”, respondeu o credor. “É a lei. Você concordou, e é assim que deve ser. A misericórdia não pode roubar a justiça.”
Eis o impasse: um exigia justiça, o outro suplicava misericórdia. Nenhum dos dois poderia prevalecer sem prejudicar o outro.
“Se não perdoar a dívida, não haverá misericórdia”, argumentou o devedor.
“Se eu o fizer, não haverá justiça”, foi a resposta.
Parecia impossível satisfazer ambas as leis. Trata-se de dois ideais eternos que parecem estar em frontal contradição. Não haveria um jeito de a justiça ser plenamente contemplada e a misericórdia também?
Há uma saída! A lei da justiça pode ser plenamente satisfeita e a misericórdia pode ser plenamente oferecida — mas é preciso a intervenção de outra pessoa. E foi o aconteceu desta vez.
O Mediador Dele
O devedor tinha um amigo e ele veio em seu socorro. Conhecia bem o devedor. Ele achava que fora tolice da parte do amigo colocar-se naquela situação difícil. Contudo, ele queria ajudar porque o amava. Interpôs-se entre eles, encarou o credor e fez a seguinte proposta: “Quitarei a dívida se você liberar o devedor do contrato de modo que ele conserve seus bens e escape da prisão”.
Enquanto o credor avaliava a oferta, o mediador prosseguiu: “Você exigiu justiça. Embora ele esteja impossibilitado de pagar, eu o farei. Você não será prejudicado nem injustiçado e não poderá pedir mais nada, pois não seria justo”.
Então o credor concordou.
O mediador voltou-se para o devedor. “Se eu pagar sua dívida, aceita-me como seu credor?”
“Claro que sim!”, exclamou o devedor. “Você me salvou da prisão e me mostrou misericórdia.”
“Então”, disse o benfeitor, “agora a dívida é comigo e eu estabelecerei as condições. Não vai ser fácil, mais será possível. Vou criar condições para isso. Não precisará ir para a cadeia”.
E assim o credor foi reembolsado integralmente. Houve justiça. Nenhuma cláusula contratual foi violada. O devedor, por sua vez, recebeu misericórdia. Ambas as leis tinham sido cumpridas. Como havia um mediador, a justiça recebera sua parte integral e a misericórdia fora plenamente satisfeita.
Nosso Mediador
Cada um de nós tem uma espécie de crédito espiritual, uma dívida. Um dia haverá um acerto de contas, com saldo devedor. Por menos importância que demos agora, quando se aproximar o dia da execução, procuraremos profundamente angustiados alguém para nos ajudar.
E pela lei eterna, a misericórdia só pode ser oferecida por alguém que esteja disposto e capacitado a assumir nossa dívida, a pagar o preço e a estabelecer as condições de nossa redenção.
A menos que haja um mediador, a menos que haja um amigo, sentiremos todo o peso da mão da justiça. O pagamento integral relativo a cada transgressão, porém, por menor ou maior que seja, nos será cobrado implacavelmente.
Mas saibam disto: a verdade, a gloriosa verdade, proclama que há esse Mediador. “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (I Timóteo 2:5). Por meio Dele, a misericórdia pode ser plenamente oferecida a cada um de nós sem ofensa à lei eterna da justiça.
A concessão da misericórdia não será automática. Será por meio de convênio com Ele. As condições serão estabelecidas por Ele — condições generosas, que incluem, como requisito indispensável, o batismo por imersão para a remissão de pecados.
Toda a humanidade pode ser protegida pela lei da justiça e todos nós podemos receber individualmente a bênção redentora e curadora da misericórdia.
Para aprender mais sobre o assunto, ver Alma 42, a explicação de Alma sobre a justiça, a misericórdia e a Expiação.
Pela lei eterna, a misericórdia só pode ser oferecida por alguém que esteja disposto e capacitado a assumir nossa dívida, a pagar o preço e a estabelecer as condições de nossa redenção.
ESTUDAR COM DILIGÊNCIA
“Ler muito de uma vez só não dá nem de longe tão bons resultados como a leitura e aplicação diária das escrituras a nossa vida. Familiarizem-se com as lições que as escrituras ensinam. (…) Estudem-nas como se fossem dirigidas a vocês, porque, na verdade, são.(…) Se estudarem as escrituras com diligência, sua capacidade de fugir das tentações e ser orientados pelo Espírito Santo em tudo o que fizerem aumentará.”
Presidente Thomas S.Monson
Dê o Melhor de Si - A Liahona, maio de 2009
9 de setembro de 2011
SERVIR
O ÚLTIMO CAMINHÃO DE BETERRABAS
Em 1918, quando ocorreram os eventos por ele descritos, mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo morreram na epidemia de gripe espanhola.
“Naquele ano, o inverno chegou cedo, congelando o solo com grande parte da safra de beterrabas sacarinas ainda por colher”, escreveu o irmão Goates. “Papai e meu irmão Francis tentavam desesperadamente arrancar da terra gelada um carregamento de beterrabas por dia.” Um dia, eles receberam um telefonema dizendo que Kenneth, o neto de nove anos de George, “fora acometido pela terrível gripe e falecera nos braços do pai, após poucas horas de extremo sofrimento”.
“Naquele ano, o inverno chegou cedo, congelando o solo com grande parte da safra de beterrabas sacarinas ainda por colher”, escreveu o irmão Goates. “Papai e meu irmão Francis tentavam desesperadamente arrancar da terra gelada um carregamento de beterrabas por dia.” Um dia, eles receberam um telefonema dizendo que Kenneth, o neto de nove anos de George, “fora acometido pela terrível gripe e falecera nos braços do pai, após poucas horas de extremo sofrimento”.
Pediram que George fosse a Ogden para transportar o corpo do menino para Lehi, onde seria sepultado. Quando George chegou à casa, descobriu que seu filho Charles também estava doente. Charles pediu ao pai que levasse o menino e voltasse no dia seguinte, para levá-lo também. “Papai trouxe Kenneth para casa, fez um caixão em sua oficina de carpintaria, (…) e com [meu irmão] Franz e dois vizinhos [abriram] a cova. (…)
“O pessoal mal acabara de voltar do cemitério,quando o telefone voltou a tocar.” Ficaram sabendo que Charles tinha morrido e que quatro de seus filhos pequenos também estavam doentes. O corpo de Charles foi levado para Lehi de trem, mas no dia seguinte George teve que voltar a Ogden para buscar uma de suas netas, Vesta, de sete anos, que também tinha falecido. Antes de voltar para Lehi com Vesta, recebeu outro telefonema informando que Elaine, de cinco anos, uma das irmãs que ficara doente, também tinha morrido. Por isso, George fez outra “dolorosa viagem, indo buscar para o
sepultamento o quarto membro da sua família, dentro da mesma semana”.
No dia seguinte, George disse a seu filho Francis: “
‘Bem, filho, é melhor a gente ir para o campo e ver se conseguimos colher mais um carregamento de beterrabas, antes que a terra fique ainda mais congelada’. (…)
Ao descerem pela estrada de Saratoga, foram passando por carroção após carroção carregado de beterrabas a caminho do engenho, conduzidos por lavradores da vizinhança. (…)
No último carroção ia (…) Jasper Rolfe. Ele acenou uma alegre saudação, gritando: ‘Este é o último, Tio George’.
Meu pai, voltando-se para Francis, comentou: ‘Quisera que fossem todos nossos’.
Chegando ao portão da fazenda (…) não restava uma única beterraba no campo inteiro. Só então ele começou a compreender o que Jasper Rolfe quis dizer ao gritar: ‘Este é o último, Tio George!’ (…)
Então meu pai sentou-se num monte de folhas de beterraba — aquele homem que trouxera para enterrar em casa quatro de seus entes queridos em apenas seis dias; fizera os ataúdes, cavara sepulturas e até mesmo ajudara a vestir os mortos — (…) soluçou tal qual uma criança pequena.
Depois, levantou-se, enxugou os olhos com seu enorme lenço vermelho estampado, olhou para o céu e disse: ‘Muito obrigado, Pai, pelos élderes de nossa ala’”.
“O pessoal mal acabara de voltar do cemitério,quando o telefone voltou a tocar.” Ficaram sabendo que Charles tinha morrido e que quatro de seus filhos pequenos também estavam doentes. O corpo de Charles foi levado para Lehi de trem, mas no dia seguinte George teve que voltar a Ogden para buscar uma de suas netas, Vesta, de sete anos, que também tinha falecido. Antes de voltar para Lehi com Vesta, recebeu outro telefonema informando que Elaine, de cinco anos, uma das irmãs que ficara doente, também tinha morrido. Por isso, George fez outra “dolorosa viagem, indo buscar para o
sepultamento o quarto membro da sua família, dentro da mesma semana”.
No dia seguinte, George disse a seu filho Francis: “
‘Bem, filho, é melhor a gente ir para o campo e ver se conseguimos colher mais um carregamento de beterrabas, antes que a terra fique ainda mais congelada’. (…)
Ao descerem pela estrada de Saratoga, foram passando por carroção após carroção carregado de beterrabas a caminho do engenho, conduzidos por lavradores da vizinhança. (…)
No último carroção ia (…) Jasper Rolfe. Ele acenou uma alegre saudação, gritando: ‘Este é o último, Tio George’.
Meu pai, voltando-se para Francis, comentou: ‘Quisera que fossem todos nossos’.
Chegando ao portão da fazenda (…) não restava uma única beterraba no campo inteiro. Só então ele começou a compreender o que Jasper Rolfe quis dizer ao gritar: ‘Este é o último, Tio George!’ (…)
Então meu pai sentou-se num monte de folhas de beterraba — aquele homem que trouxera para enterrar em casa quatro de seus entes queridos em apenas seis dias; fizera os ataúdes, cavara sepulturas e até mesmo ajudara a vestir os mortos — (…) soluçou tal qual uma criança pequena.
Depois, levantou-se, enxugou os olhos com seu enorme lenço vermelho estampado, olhou para o céu e disse: ‘Muito obrigado, Pai, pelos élderes de nossa ala’”.
Conferência Geral, abril de 1973
O Sábio Samurai
Perto de Tóquio, vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar Zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos, apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação. Esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para observar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama.
Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho e sábio samurai aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade. Lá, o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos que conhecia, ofendendo, inclusive, seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho sábio permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro desistiu e retirou-se.
Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado tantos insultos e tantas provocações, os alunos perguntaram: — Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que poderia perder a luta, ao invés de se mostrar covarde e medroso diante de todos nós?
Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? — perguntou o Samurai.
A quem tentou entregá-lo — respondeu um dos discípulos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos — disse o mestre. — Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a serenidade, só se você permitir!
PERDOAR O PRÓXIMO
“Vemos a necessidade do perdão nos lares em que as pessoas transformam pequeninos montes de desentendimento em verdadeiras montanhas de discussão; entre vizinhos que convertem pequenas diferenças em rancores eternos; entre colegas de trabalho, que discutem e recusam-se a fazer concessões e a perdoar. Na maioria dos casos, se houvesse um pouco de boa vontade para uma conversa calma, o assunto poderia ser resolvido a contento de todos. Ao invés disso, passam o tempo nutrindo rancores e planejando retaliações. (…)
Se houver alguém que guarde no coração o veneno da inimizade, rogo a essa pessoa que peça ao Senhor que lhe dê forças para perdoar. A expressão desse desejo será a própria substância de vosso arrependimento. Pode não ser fácil e não acontecer rapidamente, mas se o procurardes e o cultivardes sinceramente, ele virá. (…)
Não podemos encontrar paz, quando continuamos a lembrar a dor das velhas feridas. Somente podemos encontrá-la no arrependimento e no perdão. Esta é a doce paz do Cristo, que disse: ‘Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus’. (Mateus 5:9)”.
Não podemos encontrar paz, quando continuamos a lembrar a dor das velhas feridas. Somente podemos encontrá-la no arrependimento e no perdão. Esta é a doce paz do Cristo, que disse: ‘Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus’. (Mateus 5:9)”.
Presidente Gordon B. Hinckley(“De Vós Se Requer que Perdoeis”, A Liahona, novembro de 1991, pp. 4–6.)
II Coríntios 2:5–8
Mateus 6:14–15
II Coríntios 2:7–8
D&C 64:9–10
7 de setembro de 2011
CENTRALIZE O REINO
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| '' Se não escolheste colocar o reino de Deus em primeiro lugar, no fim, não fará diferença alguma o que tiverdes escolhido.'' Elder Neal A. Maxwel |
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